01.jpg

O CRISTIANISMO PRECISA SE ATUALIZAR – PARTE 01

“A religião sem a ciência é cega; a ciência sem a religião é manca.”
Albert Einstein

A evolução é lei cósmica. Nada deve permanecer estagnado e, quando isso acontece, esse atraso evolutivo traz consequências negativas.

É o que ocorre com o Cristianismo. Jesus disse, durante a Santa Ceia, já no final de sua missão:
“Ainda tenho muito a vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará a toda a verdade.” – João 16:12-13

Esse “muito a dizer” só poderia se referir ao futuro, quando o ser humano já tivesse evoluído o suficiente, adquirido a base necessária de conhecimentos para poder assimilar a verdade, inclusive comprová-la por meio de pesquisas científicas.

Entretanto, a Igreja – em vez de caminhar junto com a ciência, expressão máxima da razão e do bom senso – fez o contrário: passou a persegui-la. Vejamos como a IA ChatGPT se refere a essa perseguição:


1. Giordano Bruno (1548–1600)

Filósofo e cosmólogo italiano.
Defendeu o infinito do universo, a multiplicidade de mundos e ideias consideradas heréticas.
Resultado: condenado pela Inquisição e queimado vivo em Roma.


2. Galileu Galilei (1564–1642)

Astrônomo e físico.
Confirmou a teoria heliocêntrica de Copérnico (a Terra gira em torno do Sol).
Resultado: julgado pelo Santo Ofício, condenado e obrigado a negar suas descobertas; passou o resto da vida em prisão domiciliar.


3. Nicolau Copérnico (1473–1543)

Astrônomo polonês.
Propôs o heliocentrismo.
Resultado: sua obra foi proibida pela Igreja por mais de 200 anos. Ele não foi perseguido diretamente, mas suas ideias foram.


4. Johannes Kepler (1571–1630)

Astrônomo alemão.
Criador das leis do movimento planetário.
Resultado: não foi preso, mas sofreu forte pressão religiosa; sua mãe foi acusada de feitiçaria e quase condenada pela Inquisição.


5. Miguel Servet (1511–1553)

Médico e cientista.
Descobriu a circulação pulmonar do sangue.
Resultado: perseguido tanto pela Igreja Católica quanto pela Protestante; acabou queimado vivo em Genebra.


6. Charles Darwin (1809–1882)

Biólogo britânico.
Criou a teoria da evolução por seleção natural.
Resultado: não foi preso, mas sofreu fortíssima perseguição moral e teológica, além de ridicularização pública e ataques de líderes religiosos.


Assim, a ciência só conseguiu se estabelecer e ganhar força depois de sua separação da Igreja.

Com os avanços da ciência e do conhecimento, e com entendimentos mais racionais sobre o universo, a vida e as leis universais, muitos acabaram tornando-se ateus por terem superado, ou ultrapassado, a fase das crenças antigas que já não cabiam mais em sua racionalidade.

Em meados do século XIX, o mundo ocidental já estava apto a receber aqueles ensinamentos que Jesus deixara para que o Espírito da Verdade apresentasse em seu nome. Então começou a ocorrer uma formidável eclosão de fenômenos espirituais, principalmente nos EUA e na Europa.

Na França, Hippolyte Léon Denizard Rivail, professor de química, física, matemática e astronomia; autor de diversos livros didáticos; e membro de várias academias de sábios, inclusive da famosa Academia Real d’Arras, dispôs-se a investigá-los, no intuito de desmistificá-los.

No início, eram mesinhas de três pernas que se moviam, batendo com uma delas no chão. Estabeleceu-se então um código: o número de pancadas correspondia às letras.

Essa comunicação rudimentar foi evoluindo até que, com pessoas “médiuns” segurando uma caneta na mão, ela escrevia vertiginosamente, por conta própria, informando que eram Espíritos respondendo às perguntas feitas.

Rivail, diante das provas contundentes da presença de Espíritos responsáveis por tais fenômenos, teve de aceitar os fatos.

Com o auxílio de médiuns – principalmente de duas adolescentes, as irmãs Caroline Baudin (16 anos) e Julie Baudin (14 anos) – Rivail foi elaborando perguntas aos Espíritos e anotando as respostas, abordando as mais intrincadas questões de seu tempo e recebendo esclarecimentos para as mais dramáticas indagações da alma humana quanto ao seu passado, presente e futuro; e quanto à vida, ao universo e às leis que a tudo regem.

Com esse material em mãos, ele passou a organizar as questões por assuntos: As Causas Primárias, Mundo Espírita ou dos Espíritos, As Leis Morais e Esperanças e Consolações. Às respostas dos Espíritos foi acrescentando seus próprios comentários e observações, num formidável trabalho de codificação. Tudo isso foi enfeixado em O Livro dos Espíritos, publicado em Paris, em 18 de abril de 1857.

Ao publicá-lo, preferiu usar o pseudônimo Allan Kardec – nome que, conforme lhe foi revelado, ele usara em uma de suas encarnações, quando fora sacerdote druida.

Em seguida, vieram a lume O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Esses cinco livros formam a codificação da Doutrina Espírita, que representa verdadeiro universo de informações e novos conhecimentos, constituindo a contraparte da Ciência Materialista, ou seja, a ciência da Vida.

Cabe aqui uma observação importante: a ciência só é plena quando as duas partes de que se compõe – a materialista e a transcendental – atuam associadas, já que a dualidade é fundamento do equilíbrio, assim como norte-sul, direita-esquerda, alto-baixo, noite-dia etc.

Entretanto, a Igreja e o Protestantismo não poderiam aceitar ideias que lhes retirariam o poder de “abrir as portas do céu” a seus seguidores.

Diante disso, padres e pastores passaram – do alto de seus púlpitos – a vituperar o Espiritismo, dizendo tratar-se de artimanhas de Satanás que queria levar os fiéis para o Inferno.

Essa ideia foi tomando forma em suas mentes, mantendo-os com tamanho medo que, até hoje, lhes tolhe a possibilidade de atualizarem sua fé, iluminando-a com os novos conhecimentos.

Entretanto, o Cristianismo, para cumprir seu papel, precisa atualizar-se, a começar por sua visão sobre Deus – não mais conforme crenças dos milênios passados, mas percebendo-O em sua inimaginável grandeza –, seguindo para conhecimentos como reencarnação, lei de ação e reação, a existência das dimensões espirituais, dos espíritos e sua comunicação conosco e muito mais.

Obs.: Falamos sobre Deus na segunda parte deste estudo, e sobre reencarnação os interessados encontram as explicações pertinentes, além de inúmeras pesquisas científicas sobre esse tema, no site; https://novocristianismo.com.br/