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O CRISTIANISMO PRECISA SE ATUALIZAR – PARTE 02

Precisa abandonar algumas crenças antigas, que não induzem os cristãos a qualquer esforço para se tornarem pessoas melhores – razão pela qual Jesus veio ao mundo.
Ele não veio como “cordeiro de Deus” para, com seu sangue, lavar os pecados do ser humano, mas sim para atualizar o Antigo Testamento da Bíblia e nos ensinar a vivenciar o Amor em toda a sua abrangência. Sua morte na cruz destinou-se a criar um epílogo tão impactante que perdurasse pelos milênios futuros nas páginas do Evangelho.

O Cristianismo, para cumprir seu papel, precisa seguir apenas os ensinamentos éticos de Jesus, mas caminhar também com a ciência e com os novos conhecimentos, atualizando-se.

Alguns dos motivos pelos quais o Cristianismo não conseguiu tornar o mundo cristão melhor encontram-se nos seus primeiros séculos. Vejamos como a IA ChatGPT explica:

“Nos primeiros séculos, buscando unificar o Império Romano, que atravessava graves crises, Constantino legalizou o Cristianismo e o incorporou à estrutura política romana, criando o modelo que se tornaria a Igreja Católica Apostólica Romana.
Nesse processo, houve uma fusão simbólica de tradições:
– do paganismo, vieram templos, rituais, imagens e datas festivas;
– do judaísmo, o Antigo Testamento;
– e do cristianismo, a figura de Jesus, reinterpretada pela doutrina da Trindade.

Assim, consolidou-se a ideia de uma divindade triplamente masculina – o Pai, o Filho e o Espírito Santo –, suprimindo-se o princípio feminino da Criação, a Mãe, o Amor, o que afetou profundamente o processo evolutivo dos cristãos.

Desde então, o Cristianismo institucional passou a privilegiar a obediência, o ritual, os dogmas e as crenças, em lugar da vivência do Amor.
O Cristianismo, que nascera simples e centrado na vivência do Amor, transformou-se gradualmente em uma religião institucionalizada, poderosa e hierarquizada.”

Jesus, entretanto, em seu maior mandamento, ensinou:

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
Este é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”
(Mateus 22:37–40)

Com esse mandamento duplo, Ele atualizou o Antigo Testamento da Bíblia e apresentou simbolicamente Deus como Pai e Mãe ao mesmo tempo:
“Amar a Deus sobre todas as coisas” – o Pai;
“Amar o próximo como a si mesmo” – a Mãe, o Amor de mãe.

Como se pode perceber, o Cristianismo precisa se atualizar também quanto às crenças sobre Deus.

Na infância da humanidade, era natural imaginarem Deus como alguém semelhante a eles próprios: um velho sentado em um trono flamejante, cercado pela corte celestial cantando louvores; alguém que atendia pedidos humanos em troca de oferendas; que enviava ao Inferno, para arderem pela eternidade, os que o desagradassem, e recompensava com o céu, após a morte, os que o bajulassem.

Nessa crença, Deus era humanizado – ou seja, possuía as mesmas características daqueles povos primitivos: orgulho, vaidade, temperamento a ser agradado com louvações, oferendas e sacrifícios; a quem se devia bajular para obter boas colheitas, gado saudável e muitos filhos que ajudassem nos trabalhos.

Acreditava-se até que Deus teria descido a algum pântano da Terra para, com as mãos, fabricar um boneco de barro, soprar nas narinas e criar o primeiro ser humano; e, condoído pela solidão desse ser, retirar-lhe uma costela para fabricar com ela a mulher, Eva.

Uma crença como essa, própria ao entendimento daquelas almas primitivas de três milênios atrás, precisa ser atualizada.

É preciso que o Cristianismo passe a entender Deus em sua realidade – não como alguém humanizado, com características humanas como orgulho, vaidade, bondade apenas aos que o agradam e maldades, terríveis maldades, aos que o desagradam.

A própria ciência já começa a tatear a existência de Deus de uma forma mais compatível com a razão e o bom senso.

A uma pergunta de Kardec, na codificação do Espiritismo, sobre o que é Deus, os Espíritos Superiores responderam ser Ele a Inteligência Suprema, Causa Primária de Todas as Coisas. E continuaram falando sobre Suas características como Criador do Cosmos, das leis universais, da Vida etc.

Em nosso livro Um Novo Olhar Sobre Deus e Nós, escrito em 2022, referimo-nos a Deus como uma Mente Cósmica, com inimagináveis potencialidades, acrescentando que se compõe de dois Princípios: o masculino e o feminino, ou seja, Pai-Inteligência-Poder e Mãe-Amor-Sensibilidade-Beleza, associados um ao outro na dualidade que reflete a perfeição.

Obs.: A dualidade é fundamento do equilíbrio, assim como norte-sul, direita-esquerda, alto-baixo, noite-dia etc.

Essa forma de entender Deus – e muitos outros importantes conhecimentos – encontra-se no livro Um Novo Olhar Sobre Deus e Nós, disponível para download gratuito no site:
https://umtoquedeesperanca.com/

O ser humano, em suas fases mais primitivas, era essencialmente machista, pela necessidade das características masculinas para as lutas pela sobrevivência.
Hoje, com a evolução alcançando fases mais maduras, esses dois princípios – masculino e feminino – presentes em todos os seres humanos, tanto homens quanto mulheres, vêm se aproximando, com o fortalecimento das características masculinas na mulher e femininas no homem, ambos assumindo papéis de igual importância nas profissões e no lar, ainda que em pequenas proporções.

Em países como a Finlândia, por exemplo, essa igualdade já está mais avançada. Em famílias onde a mulher tem melhores condições profissionais para sustentar a casa, o homem assume os principais cuidados com o lar e com os filhos, enquanto ela trabalha.

Quando entendemos Deus como Pai e Mãe ao mesmo tempo, nossa própria relação com o Divino se transforma. Deixamos de nos sentir órfãos de Mãe e podemos orar com confiança e amor, dizendo:

“Deus, Pai e Mãe, iluminai minha mente, meu pensamento, minha inteligência, minha memória, para que eu possa conduzir minha vida com sabedoria.
Mãe, ajuda-me a desenvolver mais Amor, mais fé, mais confiança nos poderes superiores.
Ajuda-me a ser mais humilde, compreensivo, tolerante e a perdoar sempre.
Dá-me saúde, alegria e me ajuda em todas as dificuldades que possam surgir em meus caminhos…”

Assim nos sentimos partícipes da divindade e não, meros pedintes.

Quando as religiões reconhecerem seus enganos e passarem a cuidar de seus “rebanhos” sem visar dominação; sem crenças de culpa e castigo, de céu e inferno; sem a imagem de um Deus feito à nossa semelhança, com nossas imperfeições; quando entenderem que Jesus não morreu na cruz para, com seu sangue, lavar nossos pecados – mas que Ele veio como Mestre para atualizar o Antigo Testamento e nos ensinar novas condutas baseadas no AMOR, esclarecendo ainda que “A cada um será dado de acordo com suas obras” –, estaremos, então, evoluindo, de fato, para um futuro melhor.

O NOVO CRISTIANISMO reflete uma realidade transformadora para esta época em que a Terra está transitando para um modelo melhor.

Obs.: Não estamos chegando ao fim do mundo, mas ao fim de um ciclo evolutivo da Terra.

VISITE o site; https://novocristianismo.com.br/  com importantes esclarecimentos e artigos, além da página Viver Melhor com22 SUGESTÕES E PRÁTICAS que nos fortalecem na saúde física, psíquica e espiritual, assim como essa que segue:

Exercício para a mente e o corpo.

 Desfrutar os bons momentos, falar neles, contá-los a outras pessoas, relembrá-los, equivale a gerar memória positiva, antidepressiva.

Quanto aos sofrimentos, problemas e dificuldades não se prenda a eles, não os prenda a si. Tente resolvê-los da melhor maneira, mas não permita que eles grudem em você.

Procure sorrir sempre e passar para os outros uma vibração otimista, para que eles se contagiem e a devolvam a você, ajudando-o a manter um estado de espírito positivo.