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O QUE SÃO ESPÍRITOS SOFREDORES

Ao desencarnarmos (morrermos), encontraremos no Mundo Espiritual situações boas ou más, de acordo com o uso que fizemos dos bens que a vida nos concedeu e com as ações que praticamos. De nada valerão os “pistolões” espirituais, como missas, cultos, orações, novenas, sacramentos, remissões e outros atos semelhantes, pois cada pessoa responde por suas próprias ações. Não há como burlar essa lei; não há como enganar a Deus, ou a ‘Mente Ultra Cósmica’.

As pessoas muito apegadas aos bens materiais – casa, móveis, trabalho, amizades e prazeres – geralmente permanecem imantadas aos ambientes em que viveram, o que é extremamente prejudicial à sua evolução. O espírito liberto do corpo físico deve também se libertar das condições materiais, reiniciando suas experiências, atividades e aprendizados no mundo espiritual, com vistas ao seu crescimento interior e evolução.

Os espíritos que não conseguem afastar-se dos ambientes terrenos em que viveram são conhecidos como “sofredores”. As mazelas, problemas e doenças que os afligiram antes da desencarnação permanecem vivas em suas mentes, projetando-se em seus perispíritos (corpos espirituais). Com isso, continuam sentindo as mesmas dores e angústias dos últimos tempos na Terra.

Essas dores e aflições repercutem também nas pessoas sensíveis das quais eles se aproximam, podendo causar-lhes inúmeros transtornos e até mesmo doenças que os médicos não conseguem diagnosticar nem tratar adequadamente.

Por essas e outras razões, ao se suspeitar da presença de “espíritos sofredores”, é muito importante a frequência a um centro espírita. Além das orientações e esclarecimentos que esses espíritos recebem, são também assistidos e encaminhados para instituições socorristas na dimensão espiritual.
Obs.: Também se pode orar, pedindo a Deus por eles e aos espíritos benfeitores que venham buscá-los e encaminhá-los devidamente.

Há também aqueles – e são a maioria – que perambulam pelas ruas e demais ambientes como se ainda estivessem vivos. Muitos acreditam que enlouqueceram ou vivem um pesadelo interminável; falam com as pessoas, mas ninguém lhes dá atenção. Outros sabem que já morreram, e muitos se revoltam por entender que foram enganados por suas religiões, acreditando que estavam credenciados ao Céu.

Os que praticam o suicídio sofrem intensamente no mundo espiritual. Há inúmeros relatos de espíritos suicidas narrando sofrimentos verdadeiramente atrozes e, em geral, de longa duração. As circunstâncias variam, mas o suicídio sempre acarreta grandes dores a quem o pratica, refletindo-se inclusive em futuras reencarnações.

Ao reencarnarmos, trazemos em nosso corpo espiritual a energia necessária para o tempo de vida previsto em nosso “programa reencarnatório”. Quando desencarnamos por acidente ou outra causa alheia à nossa vontade, os espíritos benfeitores cuidam de dispersar a energia remanescente.

No caso dos suicidas, porém, essa energia permanece no perispírito até o tempo originalmente previsto para a desencarnação. Por isso, permanecem numa situação intermediária: na dimensão espiritual, mas energeticamente ligados ao mundo material, como se ainda estivessem em seus corpos físicos. Muitos revivem continuamente o ato suicida, sofrendo as mesmas dores, angústias e aflições daquele momento.

É por isso que os espíritos suicidas emitem vibrações tão densas e hipnóticas que sua simples presença pode até induzir uma pessoa sensível a praticar ato semelhante. Por isso, nos meios espíritas orienta-se constantemente sobre as graves consequências do suicídio.

Também aqueles que vivem em desacordo com as leis Divinas – praticando a violência, a maldade, prejudicando o próximo, alimentando o orgulho, a prepotência e outros vícios –, após a “passagem”, serão atraídos para zonas vibratórias inferiores, compatíveis com seu estado espiritual. Seria o que os católicos chamam de “Purgatório”.

Sabe-se que ao redor da Terra existem várias zonas, ou dimensões, em diferentes frequências vibratórias. As mais próximas da crosta terrestre são as mais densas, e vão se tornando mais elevadas à medida que se afastam do planeta.

Após a morte, não há um Juízo Final, nem Céu ou um Inferno eterno. São as Leis Divinas – Justiça com Amor – que colocam cada um na condição que merece. As posições sociais ocupadas na Terra não têm qualquer valor no mundo espiritual.

Quais foram os ensinamentos de Jesus sobre o pós-morte?
Ele afirmou repetidamente:

“Cada um será recompensado segundo as suas obras.”Mateus 16:27

“Porque o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” João 5:28-29

E no Apocalipse 2:23, falando às igrejas, Jesus diz:
“…e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as vossas obras.”

Infelizmente, o Cristianismo não adotou esses ensinamentos como guia para a jornada evolutiva dos seus adeptos, em direção a um futuro espiritual mais feliz.

Não existe, portanto, um Juízo Final, nem um Céu inativo, com seres cantando louvores eternamente, nem um Inferno de suplício sem fim.

Esses conhecimentos espirituais oferecem novos rumos à Vida e despertam uma liberdade interior, ao compreendermos que somos os únicos condutores de nosso destino. E mesmo que erremos, praticando ações contrárias às Leis de Deus, Ele sempre nos dará novas oportunidades para refazermos o caminho.

Obs.: Um detalhe muito importante que, se fosse mais conhecido, livraria muitos de sofrimentos após a desencarnação: a oração. Quando sincera e fervorosa, feita com humildade e partindo do coração, eleva o teor vibratório do espírito, tornando-o acessível à ajuda dos bons espíritos. É uma ação simples e poderosa, capaz de abrir portas para o amparo espiritual.